quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A única certeza: A morte

É estranho como muitos vivem. Passam a vida acumulando. Podem passar a vida acumulando amigos, inimigos, fama, dinheiro. O único porém de toda essa história é que pra que acumula-se tanto se não se usa.
De que adianta ter inúmeros amigos quando não se tem tempo pra compartilhar com eles, de que adianta o dinheiro se ele está sempre investido pra se transformar em mais. Não digo que seja ruim preocupar-se com o futuro e ter reservas, mas lembre-se de que a qualquer momento sua passagem na terra poderá terminar.
 Este é um assunto um tanto quanto mórbido pra ser abordado em um blog que está dando seus primeiros passos, mas é o que me passou na cabeça quando soube da última novidade do meu bairro: um rapaz estava passando por uma rotatória e foi atropelado, parece que a perna dele foi estraçalhada e alguma coisa, talvez uma hemorragia, o levou a morte.
Agora imaginemos que este mesmo rapaz fosse do tipo que lutava pra poder “acumular” em sua vida. E agora? De que adiantou? Sinto que nós lutamos muito pra acumular e não somos generosos com nossos desejos momentâneos, seja uma simples vontade de tomar açaí ou de comprar novas roupas, um novo carro, ou apenas um almoço em um restaurante legal de vez em quando.
Devemos pensar sempre em viver a vida e não só em acumular. Ou talvez seja realmente acumular, mas acumular algo mais interessante, como momentos. Sejam estes momentos de felicidade, adrenalina, prazer, e até mesmo momentos tristes, pois eles também fazem parte de nossa vida.
“O pianista Arthur Rubinstein atrasou-se para o almoço num importante restaurante de Nova York. Seus amigos começaram a ficar preocupados – mas Rubinstein finalmente apareceu, ao lado de uma loura espetacular, com um terço de sua idade. Conhecido por seu pão-durismo, nesta tarde ele pediu os pratos mais caros, os vinhos mais raros e sofisticados. No final, pagou a conta com um sorriso nos lábios.
- Sei que vocês devem estar estranhando - disse Rubinstein -, mas hoje fui ao advogado fazer meu testamento. Dei uma boa quantia para minha filha, para meus parentes, fiz generosas doações para obras de caridade. De repente me dei conta de que eu não estava incluído em meu testamento: era tudo dos outros! A partir daí, resolvi me tratar com mais generosidade.
Trate-se também com mais generosidade!
Trecho retirado do livro Maktub de Paulo Coelho. Você pode até não gostar deste autor, mas o que está importando aqui é a mensagem. ;)

Um comentário:

  1. Oi querida! Adorei o texto, sua análise crítica...Concordo sim que temos que acumular momentos...Eles são os que realmente nos dirão que somos e como aproveitamos essa dádiva que nos foi dada: a vida!
    Muito sucesso no seu blog...Estaremos por aqui...Te acompanhando como sempre...Bjos

    (dica para divulgar seu blog: sempre deixe o link dele na asstinatura qdo for visitar outro blog)

    Sagitária
    http://mais25.blogspot.com/

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Críticas são bem-vindas e elogios muito mais! ;)